Maurren Higa Maggi. Ou Simplesmente Maurren Maggi.Depois da suspensão por dois anos, por causa de doping, a volta por cima.
Ouro na prova do salto em distância, no Pan 2007.
O blog do Balaio de Notícias
A crise aérea está provocando um curioso fenômeno no Brasil: as pessoas estão preferindo viajar de ônibus ou de carro próprio, mesmo quando as distâncias são muito longas. Adeus aeroportos e seus dias de balbúrdia, atrasos, tempo desperdiçado, medo. O negócio agora é cair na estrada, segundo reportagem do site Congresso em Foco:
Assim como aconteceu no ano passado, quando um avião da Gol caiu ao se chocar com um jato, matando 154 pessoas, a previsão é que o movimento nas estradas aumente agora, depois do acidente com o Airbus da TAM, em São Paulo – tragédia que vitimou aproximadamente 200 pessoas.
Segundo o último levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), ainda em 2006, 75% das rodovias brasileiras têm algum tipo de deficiência.
Em termos de acidentes rodoviários, as estatísticas também não são lá animadoras. Entre janeiro e junho deste ano foram registrados 56.671 acidentes, cerca de 10,56% a mais do que o mesmo período de 2006. O total de mortes (3.111) também supera os de 2006.
Se nem tanto para o ar, nem tanto para a terra, o que fazer?
Não restam alternativas para o consumidor.
Segundo especialista ouvido pelo Congresso em Foco, o problema é de falta de “infra-estrutura crítica”, provocada pelo desmantelamento do Estado iniciado há 15 anos no governo Collor.
A conclusão da reportagem é desalentadora: com tantas dificuldades, talvez os brasileiros passem a viajar menos.
A imprensa tratou excepcionalmente bem o presidente da TAM. Mas merece aplausos por ter investigado uma outra parte de seu depoimento: aquela em que promete toda a assistência à família das vítimas. Os repórteres foram buscar as vítimas de 1996, quando outro avião da TAM, um Fokker 100, caiu logo após a decolagem em Congonhas, matando os 99 passageiros e três pessoas que estavam por perto. E descobriram que a empresa continua, onze anos depois, discutindo o pagamento.
Do jornalista Carlos Brickman, em sua coluna Circo da Notícia, no Observatório da Imprensa.
Os horrores do Holocausto, exaustivamente explorados por historiadores, escritores e diretores de cinema, nos dão a impressão de que nada mais há a ser contado.Dylanesque, o novo álbum do cantor Bryan Ferry, revisita alguns dos grandes sucessos de Bob Dylan.
“Desculpe, Bob”, disse Bryan.
Mas não há o que desculpar. Não é fácil interpretar canções com uma identidade musical tão forte como as de Bob Dylan.
E Bryan Ferry saiu-se bem do desafio. No vídeo acima ele canta Positively 4th Street, um dos eternos sucessos de Dylan.
Não faz muito tempo, a TAM era considerada um exemplo de eficiência no Brasil. A companhia do capitão Rolim Amaro, morto num acidente aéreo, chegava ao mercado estendendo – literalmente – um tapete vermelho para os seus clientes. Não era mera simbologia. Os aviões da TAM detinham o menor tempo de espera em solo. A pontualidade era uma de suas marcas. Não era pouco num país em que prazos são constantemente desrespeitados, em qualquer atividade. Nem mesmo o acidente com um Fokker em 1996, também em Congonhas, matando 99 pessoas, abalou o prestígio da empresa. Então veio a crise aérea. De um caso de sucesso, a TAM viu-se engolfada num mar de protestos, críticas e reclamações.
A tragédia do vôo 3054 pode ter representado a gota d´água que faltava para que ruísse o que restava de credibilidade na TAM e em todo o sistema aéreo nacional. A comoção e indignação provocadas pelo novo desastre em Congonhas atravessaram fronteiras.
Elizabeth Spiers é uma escritora americana. Vive em Nova York. Em abril deste ano, ela visitou o Brasil com o namorado para passar alguns dias de férias. Em seus deslocamentos pelo país, voaram pela TAM. Em relato publicado na revista Slate, Elizabeth conta a experiência (acesso livre, em inglês):
A TAM é a pior empresa aérea do mundo. Venho afirmando isso repetidas vezes desde abril, quando eu e meu namorado passamos umas férias curtas no Brasil. Retornamos felizes com a viagem, mas traumatizados com a companhia aérea. Na terça, quando o Airbus 320 da TAM, num vôo doméstico, deslizou para fora da pista, tentou decolar de novo e se chocou contra um prédio de cargas da própria empresa, explodindo com o impacto e incinerando quase 200 pessoas, senti, com raiva (e, OK, com presunção), que minha condenação se justificava.
A roda viva em que Elizabeth e o namorado se viram envolvidos é bem conhecida dos brasileiros que têm viajado de avião:
Voamos de Nova York para São Paulo, depois para Manaus. Voltamos para São Paulo. Daí para o Rio. Voltamos de novo para São Paulo. E depois para Nova York. Isso tudo no espaço de nove dias – um itinerário que já seria brutal mesmo sem complicações -, com atrasos de horas em cada vôo, ou cancelamento. Meu namorado, que é repórter de turismo há 15 anos, e já aterrissou em pistas em sua maior parte de grama, com um terminal e um comitê de boas vindas local cobertos apenas por lama e penas de galinha, insiste: A TAM foi a pior experiência que ele já teve.
Nenhum dos fatores da crise aérea brasileira fica de fora da análise da americana. Mostrando-se bem informada, ela nota as dificuldades de trabalho dos controladores, as limitações da infra-estrutura, principalmente do aeroporto de Congonhas, e os constrangimentos que as autoridades impõem à TAM para operar, incluindo sempre escalas compulsivas em São Paulo.
A conclusão de Elizabeth Spiers é um alerta de que o caos aéreo está prejudicando o turismo no Brasil. Assustada com o que viveu, ela garante: embora o país seja bonito, não pretendo retornar tão cedo.
A cantora islandesa Björk é famosa por experimentar várias referências. Em It´s Oh So Quiet, ela faz uma blague divertida dos musicais americanos. A canção, entremeada com compassos de uma valsa lânguida, é marcada pelo ritmo enérgico de big band.
Parece coisa de Hollywood. Mas é mais uma investida cheia de talento de Björk, que também dança no clip.
Com cerca de 100 milhões de acessos diários, o You Tube é o maior sucesso da Internet. Sob o slogan “transmita você mesmo”, o mega site passou a representar o ideal de democratização da imagem num universo monopolizado por emissoras de TV e estúdios de cinema.
A pista de 1.939 metros do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tem sido repetidamente criticada como perigosamente curta. No dia anterior, dois aviões derraparam com tempo chuvoso.